
Ainda não foi desta que saiu um acordo da quinta sessão de negociações sobre o programa nuclear iraniano, entre o Irão e potências mundiais que terminou esta sexta-feira em Viena, mas as conversações serão retomadas a 02 de julho.
Uma reunião de altos responsáveis dos 5+1 (os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia – e a Alemanha) terá lugar em Bruxelas no dia 26 de junho.
Para Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, trabalhou-se no duro toda a semana para desenvolver elementos a reunir na próxima reunião em Viena, a partir de 02 de julho, mas depois de cinco dias de um diálogo algumas fontes diplomáticas próximas do processo, falam que este processo encontrou vários pontos de bloqueio.
Os 5+1 e a República islâmica negoceiam desde o início do ano um acordo histórico para garantir que o Irão não procura construir uma bomba atómica, em troca de um levantamento de sanções internacionais que impedem Teerão de lucrar milhares de milhões de dólares em receitas de petróleo.
Várias fontes próximas das negociações indicaram esta semana que as discussões falharam, por um lado, devido ao nível de enriquecimento de urânio que o Irão pode manter depois do acordo, e por outro devido à calendarização do levantamento de sanções.
As partes continuam a visar a data limite inicialmente fixada, 20 de julho, para obter um acordo. Um prolongamento de seis meses é possível, mas por agora não é oficialmente uma opção.
Para atingir a data fixada, as duas partes terão de acelerar o ritmo das conversas, que poderão tornar-se quase quotidianas.
A abertura às negociações com a comunidade internacional por parte do Irão deu-se sobretudo depois da eleição do Presidente Hassan Rouhani, que em setembro do ano passado falou com Barack Obama ao telefone, na primeira conversa entre os presidentes norte-americano e iraniano desde 1979.
