
Com o aumento do número de casos de Covid-19 em Montreal devido à variante Ómicron, as autoridades de saúde implementaram várias medidas para ajudar a conter a disseminação, mas algumas organizações dizem que é preciso mais para proteger talvez o grupo mais vulnerável da cidade, os sem-abrigo.
O frio é cada vez maior, os sem-abrigo enfrentam vários desafios no inverno. Acrescente a isso os casos de Covid-19 crescentes, em parte devido à variante Ómicron, e a situação torna-se cada vez mais preocupante.
“A Ómicron, como a conhecemos, é até quatro vezes mais contagiosa do que as variantes anteriores”, disse James Hughes, presidente e CEO da Old Brewery Mission, organização de apoio aos sem-abrigo “e isso vai afetar os sem-abrigo? É quase certo que sim”.
O estilo de vida adotado torna os cidadãos vulneráveis, disse Hughes, uma vez que se reúnem em espaços como abrigos e centros de aquecimento.
Em novembro, aconteceram quatro surtos em cinco abrigos. O presidente e CEO da Old Brewery Mission teme que a situação possa piorar.
“Há um ano, vimos um grande aumento no número de pessoas que contraíram o vírus”, lembrou James Hughes.
Sam Watts, CEO da Welcome Hall Mission, também está preocupado.
“Podemos ver reduções na capacidade dos recursos regulares se houver casos da Covid-19 que surjam”, disse Sam Watts à imprensa canadiana. “Portanto, estamos muito vigilantes porque sabemos o quão transmissível é essa variante.”
Com a Ómicron, Hughes partilha da mesma preocupação.
“Na verdade, temos menos espaço do que no ano passado, em termos de isolamento”, disse Hughes, “e temos menos camas neste inverno do que no ano passado. Ambas as coisas não são boas durante uma pandemia.”
Segundo Hughes, existem menos 200 camas do que no ano passado.
As autoridades da câmara municipal de Montreal avançam revelar os planos que têm para apoiar o grupo em causa.



