
Lisboa, 24 nov (Lusa) — Seis das 22 mulheres assassinadas este ano foram mortas pelos filhos ou netos, mas a maioria dos homicidas continuam a ser os maridos, companheiros ou namorados, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) hoje divulgados.
Dez destas mulheres foram “barbaramente assassinadas por espancamento, estrangulamento, agressão com objeto e violação”, descreve o relatório do observatório da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que sublinha que na sequência dos 22 homicÃdios 32 crianças e jovens ficaram órfãos de mãe.
Divulgado na véspera de se assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre a Mulher, o relatório, baseado nos crimes noticiados pela imprensa, revela ainda que 23 mulheres foram vÃtimas de tentativa de homicÃdio, entre 01 de janeiro e 20 de novembro.



