Lisboa, 11 jan (Lusa) – O ex-funcionário do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) João Luís admitiu hoje que as secretas possuem “fontes humanas” que lhes permitem acesso a dados pessoais registados nas operadoras de telecomunicações, bancos, IRS/Finanças e Segurança Social.
João Luís, arguido no chamado “processo das secretas”, devido ao acesso indevido à faturação detalhada do jornalista Nuno Simas, entre outros factos, relatou, em sua defesa, que aquela e outras práticas “incorretas” e “marginais” são prática comum da atuação ou do ‘modus operandi’ dos serviços de informações em Portugal.
Durante o interrogatório, João Luís, que começou a carreira no Serviço de Informações de Segurança (SIS), em 1987, explicou que, antes do surgimento dos telemóveis, as secretas dispunham de tecnologia para escutar os telefones fixos. “Estive envolvido em várias circunstâncias dessas”, afirmou.