
A maioria dos canadianos apoia opções privadas para os cuidados de saúde. Esta sondagem da Ipsos é revelada um dia antes da reunião marcada entre o primeiro-ministro federal Justin Trudeau e os premiers de todas as provÃncias do Canadá.
À medida que alguns Governos provinciais se voltam para o setor privado para lidar com as pressões no sistema de saúde, uma nova sondagem da Ipsos revela que os canadianos estão mais abertos do que nunca à ideia da prestação privada de cuidados de saúde.
Os dados referem que 59% dos inquiridos expressaram o seu apoio à prestação privada de serviços de saúde financiados pelo setor público.
60% dos inquiridos eram também a favor da prestação de cuidados de saúde privados para aqueles que os podem pagar.
Mas dado que uma grande maioria dos canadianos inquiridos, 85%, dizem agora acreditar que são necessárias mudanças drásticas no sistema de saúde para satisfazer as necessidades da comunidade, as atitudes face à privatização parecem estar a mudar.
Apenas 48% dos inquiridos acreditam que os fundos necessários devem vir da introdução de novas taxas de utilização dos serviços de saúde privados, de acordo com os resultados da sondagem.
A nÃvel regional, os residentes do Quebec foram os mais abertos à s opções de cuidados de saúde privados, incluindo um forte apoio aos cuidados privados para aqueles que são capazes de pagar. Esta ideia teve o apoio de 75% dos inquiridos do Quebec, correspondendo a 15 pontos percentuais acima da média nacional.
Os residentes do Quebec também mostraram maior abertura (62%) ao aumento das taxas de utilização para financiar investimentos adicionais em cuidados de saúde.
Segundo as sondagens, três quartos (73%) dos inquiridos disseram que o sistema de cuidados de saúde precisa de mais dinheiro e que este deveria provir dos governos provinciais, cortando gastos noutros locais.
Apesar dos elevados nÃveis de preocupação sobre o acesso aos serviços de saúde, apenas um terço (33%) dos inquiridos disse que estaria disposto a ir para os Estados Unidos para cuidados de saúde de rotina se precisassem, e um número menor (29%) viajaria para os EUA para cuidados de emergência.
No que toca à opção de cuidados virtuais, oito em cada 10 inquiridos (80%) disseram que apoiariam mais opções de cuidados do género para os serviços prestados por um médico de famÃlia.
O inquérito foi divulgado um dia antes da reunião entre premiers do Canadá e o primeiro-ministro federal Justin Trudeau.



