
O premier do Quebec apelou esta quarta-feira à paciência à medida que a situação das urgências na província se agrava. François Legault diz que não existem enfermeiros suficientes na região.
O premier François Legault disse que sabe que a situação nas enfermarias de emergência do Quebec é difícil, mas não está preparado para seguir o caminho da privatização total de alguns serviços de saúde, como está a acontecer em Ontário.
“Não temos enfermeiros suficientes. Não é porque o dinheiro não está disponível. É porque é preciso tempo para ensinar esses profissionais. Compreendo que é difícil, por isso estamos a tentar negociar com as ordens profissionais para delegar algumas atividades a outras pessoas que não os enfermeiros para melhor as utilizar.
Não é fácil. Levará tempo até conseguirmos todas as enfermeiras formadas de que precisamos em Lakeshore e em todos os hospitais”.
A revelação de Legault chegou na mesma semana em que uma crise de enfermagem atingiu outros hospitais a transbordar de pacientes no período pós-Natal. A crise é especialmente aguda no Hospital Maisonneuve-Rosemont, onde os serviços de emergência foram reduzidos durante a noite de segunda-feira, 16 de janeiro, quando os enfermeiros iniciaram um protesto contra as horas extraordinárias forçadas.
O premier apelou novamente aos cidadãos do Quebec para terem paciência.
“Há uma escassez de enfermeiros, o que cria a obrigação de estes terem de fazer horas extraordinárias. Então, por boas razões, os enfermeiros estão exaustos porque, especialmente em Maisonneuve-Rosemont, estão a ser chamados a fazer cada vez mais.”
“Há falta de enfermeiros em todo o mundo”, disse Legault. “Não podemos esperar que o pessoal da Maisonneuve-Rosemont faça milagres”.
Perguntado sobre quanto tempo a província vai demorar a preencher todos os postos de enfermagem vagos, François Legault disse que são necessários pelo menos três anos. O Governo do Quebec vai tentar aumentar as fileiras de enfermagem via imigração e requalificação, além de aliviar a carga de trabalho.
