SATA com plano de contingência para minimizar greve na administração pública

Ponta Delgada, Açores, 29 out 2026 (Lusa) — A SATA vai preparar um plano de contingência para “minimizar os constrangimentos operacionais” da greve na administração pública marcada para sexta-feira, que inclui a mudança da data da viagem nos voos interilhas sem custos.

“O grupo SATA está a acompanhar os possíveis impactos da greve da administração pública, agendada para o próximo dia 02 de outubro, e encontra-se a preparar um plano de contingência destinado a minimizar eventuais constrangimentos na sua operação”, lê-se num comunicado enviado à agência Lusa.

A SATA recomenda aos passageiros que “acompanhem o estado dos voos através dos canais oficiais da companhia” aérea e mostra-se disponível para implementar medidas para “responder a eventuais limitações operacionais”.

“Os passageiros com viagens programadas em voos operados pela SATA Air Açores poderão alterar as respetivas datas de viagem, sem penalizações ou diferenças tarifárias, para voos entre os dias 29 de setembro e 11 de outubro, inclusive, mediante disponibilidade”, adianta.

O grupo de aviação promete “continuar a acompanhar a evolução da situação” e admite recorrer a serviço de aluguer de aeronave com tripulação (ACMI).

“Entre as medidas em análise, encontra-se a possibilidade de recorrer a meios operacionais da Azores Airlines, através de operações em regime ACMI, à semelhança do que já aconteceu em situações anteriores. Esta solução poderá permitir assegurar a continuidade de determinadas ligações e minimizar o impacto nos passageiros”, refere a SATA.

A SATA Air Açores é a empresa do grupo responsável pelos voos interilhas, enquanto a Azores Airlines opera entre o arquipélago e o exterior.

 Três estruturas sindicais da função pública afetas à CGTP convocaram uma greve das carreiras gerais para 02 de outubro, para exigir a valorização dos profissionais “os mais mal pagos da administração pública”, anunciou a federação de sindicatos em 01 de setembro.

A paralisação é marcada em conjunto pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

A greve abrange os cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, direta e indireta, local e regional, disse Joaquim Ribeiro, dirigente da federação nacional, em conferência de imprensa em Lisboa, em nome das três estruturas.

Os sindicatos reivindicam uma valorização imediata das carreiras destes profissionais, o reconhecimento das especificidades das profissões e o início imediato das negociações salariais sem esperar pelo próximo ano.

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