
Justin Trudeau procura sanções da Europa contra os líderes do Haiti. O primeiro-ministro do Canadá não quer que a mudança no país das Caraíbas seja vista como uma intromissão do Ocidente e, por isso, pede também o apoio dos países vizinhos das Américas.
O primeiro-ministro Justin Trudeau quer que as nações europeias se juntem ao Canadá para sancionar os líderes do Haiti por alegados laços com grupos violentos que paralisam o país das Caraíbas.
“Estamos a levar os Estados Unidos, e talvez mesmo a Europa, a aplicar também as suas próprias sanções”.
O Haiti tem sofrido numerosas invasões e intervenções militares estrangeiras ao longo de décadas, incluindo seis operações das Nações Unidas desde os anos 90.
Agora, o país está mergulhado num caos ainda pior.
Trudeau disse que o Canadá não fechou a porta a uma intervenção militar, ou mesmo à liderança de uma. Mas disse que o Governo canadiano sancionou uma dúzia de políticos e líderes empresariais haitianos de alto nível, numa tentativa de provocar uma mudança duradoura.
“Não tirámos nada da mesa, mas com 30 anos de experiência no Haiti, sabemos muito bem que há enormes desafios quando se trata de qualquer intervenção”, disse o primeiro-ministro canadiano.
“É evidente que a nossa abordagem tem de mudar desta vez, e é por isso (que existem) as sanções que colocámos”.
Uma forma de avançar envolveria não só um consenso entre os políticos do Haiti, mas também a adesão dos vizinhos das Caraíbas e mesmo de partes da América do Sul, para que o que quer que aconteça não seja visto mais uma vez como uma intromissão do Ocidente no Haiti.
“Sabemos o quanto cometer erros ou fazer a coisa errada pode agravar a situação, e colocar muitas pessoas em risco”, disse Trudeau.
Em qualquer caso, o líder federal do Canadá disse que o Governo está pronto a desempenhar um papel fundamental no que quer que aconteça no Haiti.
