
O Canadá impôs novas sanções sobre as violações dos direitos humanos no Irão. A ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Melanie Joly, discutiu no dia de ontem as preocupações em torno dos direitos das mulheres no Irão, que aumentaram desde o assassinato de Mahsa Amini, uma mulher iraniana de 22 anos que foi condenada por usar o hijab de forma desapropriada. Esta quinta-feira, mais de uma dúzia de ministros dos Negócios Estrangeiros do mundo abordaram o tema numa reunião virtual organizada pelo Canadá.
O Canadá impôs na quarta-feira, 19 de outubro, sanções a seis indivíduos e quatro entidades que afirmaram estar entre os piores infratores que participaram ou permitiram “graves violações dos direitos humanos” no Irão.
“O Canadá continuará a apoiar as vítimas utilizando todos os instrumentos à nossa disposição para responder às violações dos direitos humanos do regime iraniano e às suas ameaças à paz e segurança regionais”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Melanie Joly, numa declaração.
“Sancionamos 6 indivíduos e 4 entidades, que se encontram entre os piores infratores que participaram ou permitiram graves violações dos direitos humanos no Irão”, disse Joly.
A morte, no mês passado, de Mahsa Amini quando estava sob a custódia da polícia moral de Teerão, provocou a agitação em todo o país. A mulher de 22 anos terá sido assassinada por usar o “hijab”, o conhecido véu do islão, de forma desapropriada.
Na quinta-feira, 20 de outubro, Joly convidou outras 14 ministras dos Negócios Estrangeiros do mundo para abordar o estado das mulheres e dos direitos humanos no Irão.
“As mulheres do Irão estão a falar claramente. Já não vão tolerar a visão do regime sobre as mulheres na sociedade.
Na qualidade de ministras dos Negócios Estrangeiros, temos a responsabilidade de amplificar as suas vozes enquanto lutam pelos seus direitos humanos, e de trabalhar em conjunto no apoio ao povo do Irão”, avançou a ministra.



