
Caracas, 12 abr (Lusa) – Habituados a lidar com a insegurança, os venezuelanos viram aumentar, nos últimos dois anos, as suas preocupações, agora centradas nos salários, cada vez mais insuficientes para fazer frente à inflação galopante num país onde muitos produtos são escassos.
Cliente de um supermercado de La Campiña (Caracas), onde diariamente há longas filas para comprar produtos, Naygualida Fernández, 42 anos, trabalha como secretária numa empresa da zona.
Já se habitou “a almoçar todos os dias em apenas alguns minutos” para poder ir à procura de ‘harina pan’ (farinha de milho), papel higiénico, detergente e leite em pó para as suas duas filhas, entre outras coisas.
