
O Dia de São PatrÃcio, ou Festa de São PatrÃcio é um feriado religioso e cultural realizado a 17 de Março, a data tradicional da morte de São PatrÃcio, o principal santo padroeiro da Irlanda.
As celebrações geralmente envolvem desfiles e festivais públicos, sessões de música tradicional irlandesa (céilithe), e o uso de trajes verdes ou de ‘shamrocks’. E por incrÃvel que pareça, os desfiles do Dia de São PatrÃcio começaram na América do Norte no século XVIII e não se espalharam pela Irlanda até ao século XX.
Assim, o Dia de São PatrÃcio era frequentemente uma celebração maior entre a diáspora do que na Irlanda. Tem havido um desfile em Toronto desde pelo menos 1863 e este ano o desfile realizou-se plenamente com uma alegria renovada após o perÃodo pandémico que permitiu apenas um regresso tÃmido no ano passado.
O desfile é geralmente feito por bandas de marcha, militares, bombeiros, organizações culturais, organizações caritativas, associações voluntárias, grupos de jovens e fraternidades.
Foram muitos os que quiseram celebrar a cultura irlandesa, onde não faltou a cor (verde) e a alegria costumeira e tão reconhecida na comunidade irlandesa. A comunidade portuguesa também não faltou e foi bem visÃvel no desfile ao passar a nossa bandeira.
Na verdade, não estivéssemos nós no Canadá, especialmente na multicultural cidade de Toronto, onde a festa dos irlandeses é celebrada pelas diversas culturas que compõem o mosaico citadino da capital de Ontário. De uma forma ou de outra são inúmeras as ligações entre as várias comunidades, não é de estranhar por isso, que na origem de muitas organizações esteja um irlandês. Foi o caso da LiUNA Local 183, cujo fundador e criador foi precisamente um irlandês, Gerry Gallagher, daquele que é considerado um dos maiores sindicatos da América do Norte. Também o sindicato dos Carpinteiros marcou presença, e com muitos luso-canadianos a participar, assim como foi no desfile da LiUNA.
De uma forma ou de outra, muitos são os irlandeses que contribuÃram para a construção e evolução do Canadá, não podemos, por isso, deixar de celebrar uma cultura que se funde com a cultura de todos nós, neste paÃs ao qual chamamos casa.



