
A Rogers Communications assinou um acordo para comprar a Shaw por 26 mil milhões de dólares, incluindo as dívidas. Espera-se que o negócio entre as duas redes de telecomunicações seja fechado no primeiro semestre do próximo ano. No entanto, só vai acontecer se tanto reguladores e acionistas aprovarem.
É um valor astronómico aquele que a Rogers Communications vai oferecer pela compra da Shaw Communications. A transação está avaliada em 26 mil milhões de dólares, mais as dívidas. É algo que promete revolucionar o mercado canadiano das telecomunicações.
Se o negócio for concluído, Brad Shaw, CEO, e outro diretor nomeado juntam-se ao conselho da Rogers. A família Shaw também se tornaria acionista maioritária da empresa, com 60% das ações da Shaw Communications.
A transação, se aprovada pelos reguladores, vai unir empresas controladas por duas das famílias de negócios mais poderosas do Canadá.
Rogers e Shaw já dividiram, e às vezes trocaram, territórios rivais. A Shaw mais focada nas províncias do oeste do Canadá e a Rogers a dominar a região de Ontário. No entanto, a Rogers está muito à frente da Shaw e, por isso, o preço das ações caiu nos últimos cinco anos.
Ao adquirir a Shaw, a Rogers ultrapassa a atual número 2 das telecomunicações, a Telus. O objetivo passa por enfrentar a líder do mercado, a Bell Canada Enterprises.
O negócio, se tudo correr bem, deve ser fechado no primeiro semestre do próximo ano.
Em novembro, analistas do Toronto-Dominion Bank, empresa multinacional canadiana de serviços bancários e financeiros, disseram que a Shaw poderia ter o maior potencial de crescimento nos 18 meses seguintes caso se fundisse com a Rogers. A sede canadiana da Rogers passaria para Calgary, onde está a Shaw.
As duas empresas de telecomunicações estão a unir-se para acelerar também o lançamento 5G e com isto, prometem criar 3000 novos empregos.
