
Lisboa, 27 mar (Lusa) — O risco de incêndio vai manter-se elevado genericamente em todo o território do continente nos próximos dias, sendo hoje máximo em quatro concelhos do distrito de Faro, disse à Lusa a meteorologista Maria João Frada.
“O risco de incêndio está elevado em todo o território porque os ventos são secos. Está tudo muito seco. Os solos estão secos e não tem chovido. Além disso, o vento é de leste soprando com alguma intensidade sobretudo nas terras altas onde sopra moderado a forte”, indicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo Maria João Frada, esta situação tem-se agravado devido à humidade baixa e à s temperaturas máximas elevadas atÃpicas para esta altura do ano.
O IPMA colocou hoje em risco máximo de incêndio estão hoje os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Alcoutim, no distrito de Faro.
Em risco muito elevado, segundo o IPMA, estão os concelhos de Castro Marim, Silves, Portimão, Silves, Lagos e Aljezur, em Faro, Gavião, em Portalegre, e Vinhais, em Bragança.
O IPMA colocou ainda em risco elevado de incêndio 43 concelhos de Faro, Évora, Beja, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo, Viseu e Bragança.
O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco nÃveis, que vão de “reduzido” a “máximo”, sendo o “elevado” o terceiro nÃvel mais grave.
Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
Na terça-feira, o Governo assinou um despacho que determina a declaração de Situação de Alerta entre hoje e domingo, com base nas previsões meteorológicas, que apontam para um “significativo agravamento do risco de incêndio florestal”.
“Face à s previsões meteorológicas para os próximos dias que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal no território do Continente e considerando a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que determinou a passagem do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais ao Estado de Alerta Especial Amarelo em todos os distritos, os Ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural assinaram hoje o Despacho que determina a Declaração da Situação de Alerta”, lê-se no comunicado do Governo.
A declaração da Situação de Alerta, prevista na Lei de Bases de Proteção Civil, vai obrigar à adoção de medidas “de caráter excecional”, como a “elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e PSP”, reforçando “meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos de risco e de apoio geral à s operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas”; proibição de queimadas e queimas; e a dispensa de trabalhadores, quer do setor público, como do privado, que desempenhem funções de bombeiro voluntário.
A Situação de Alerta abrange todos os distritos do continente entre as 00:00 de hoje e as 23:59 de domingo.
Na terça-feira, registaram-se dois incêndios de grandes proporções, que mobilizaram centenas de meios e obrigaram ao corte de uma autoestrada.
Um incêndio em Esposende, Braga, obrigou ao corte da A28 nos dois sentidos e foi dado como dominado pelas 17:45.
Um fogo em Oliveira de Azeméis, Aveiro, com quatro frentes ativas, agravou-se ao final da tarde devido aos ventos fortes e já está em fase de rescaldo.
DD (IMA/JYFO/PM/AYC) // SB
Lusa/fim



