
Identificar as 215 crianças que foram encontradas enterradas na antiga escola residencial em British Columbia, vai ser uma tarefa bastante difícil. O motivo é a falta de acesso aos registos dos alunos matriculados.
A falta de dados e de acesso aos registos e matrículas vão dificultar a identificação dos restos mortais das mais de 200 crianças indígenas encontradas na antiga escola residencial de Kamloops, na província de British Columbia. Quem o diz é Mary Ellen Turpel-Lafond, a diretora do Centro de Diálogo e História da Escola Residencial de índios da Universidade de British Columbia.
De acordo com Turpel-Lafond, o Governo federal e as igrejas têm lutado para tornar os registos escolares disponíveis para grupos que trabalham para identificar vítimas do sistema de escolas residenciais há mais de 20 anos.
De acordo com a diretora do Centro de Diálogo e História, as comunidades das Primeiras Nações ainda lutam contra o Governo federal e a Igreja Católica em tribunal para aceder aos registos escolares.
Ao que tudo indica, os Missionários Oblatos da Maria Imaculada administravam quase metade das escolas residenciais do Canadá, incluindo a de Kamloops. E segundo a imprensa canadiana, o grupo recusou-se a disponibilizar os registos para ajudar a identificar os restos mortais encontrados.
No entanto, um especialista forense em identificação humana veio dizer que, mesmo tendo acesso aos registos, a comunidade enfrenta outros obstáculos para encontrar comparações de DNA relevantes de modo a identificar as vítimas, e cujos descendentes diretos já não estão vivos.
