“RESGATE” DO FMI IRÁ, “POR CERTO, AGRAVAR” CRISE ECONÓMICA — EX-PM ANGOLANO

LusaLisboa, 08 mai (Lusa) – O “resgate” do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola, à partida, “não vai nem resolver nem agravar” a crise económica angolana, mas o “mais certo é que a vá agravar”, defendeu hoje o antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco.

Numa entrevista à agência Lusa, Marcolino Moco considerou que o “repugna” abordar as coisas de forma pontual e que tudo se deve a um “contexto africano” que promove a “exclusão”, permitindo que quem está no poder “não deixe o lugar a mais ninguém”.

A 06 de abril, o FMI anunciou que Luanda lhe solicitara ajuda externa face à quebra de receitas do petróleo, pedido que o ministro das Finanças angolano, Armando Manuel, negou, um dia depois, que constitua um “resgate”, estando em curso discussões para determinar o montante.