
Maputo, 23 jan 2026 (Lusa) – As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos cresceram em novembro, para 217.559 milhões de meticais (2.906 milhões de euros), mas acumulam uma descida de 25% no último ano, segundo dados do banco central.
As reservas obrigatórias junto do Banco de Moçambique tinham atingido em dezembro de 2024 um recorde de 291.457 milhões de meticais (3.893 milhões de euros), imediatamente antes do alívio das restrições pelo banco central.
Em novembro de 2025, segundo o histórico do último relatório estatístico do banco de Moçambique, o volume destas reservas obrigatórias no banco central cresceram face aos 216.491 milhões de meticais (2.892 milhões de euros), para um dos valores mais elevados do ano.
As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Nos primeiros seis meses desse ano, aumentaram por duas vezes, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou então o banco central.
O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a valores históricos de 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.
Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62,1 mil milhões de meticais (840 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central chegou a aumentar quase 400%, até ao final de 2024.
Face à falta de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiam desde 2024 na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira.
Essa decisão só surgiu em 27 de janeiro de 2025, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%.
A medida visou “disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços”, referia-se no comunicado da reunião do CPMO.
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