
Os números constam do relatório anual do “Canadian Paediatric Surveillance Program”, divulgado pela Agência de Saúde Pública do Canadá e pela Sociedade Canadiana de Pediatria.
Em 2025, foram registados 57 casos de ferimentos graves associados a bicicletas elétricas e trotinetes, entre crianças e adolescentes. Dez terminaram em morte, seis das quais em Ontário. Outros 12 jovens precisaram de cuidados intensivos e 26 permaneceram internados durante mais de dois dias.
O levantamento, que reuniu informação de cerca de 800 médicos, mostra também que quase 80 por cento dos casos envolveram menores de 16 anos. Na maioria das províncias, essa é a idade mínima para conduzir trotinetes elétricas.
Os ferimentos na cabeça estão entre os mais preocupantes e surgiram em quase metade dos casos. Foram registadas concussões, fraturas do crânio e hemorragias cerebrais. A neurocirurgia foi a intervenção mais frequente.
No “Hospital for Sick Children”, em Toronto, os casos de lesões provocadas por trotinetes passaram de um, em 2020, para 107, em 2025.
A falta de uniformidade nas regras também é apontada como um problema. Em Ontário, por exemplo, Brampton e Mississauga permitem trotinetes elétricas a partir dos 16 anos, enquanto Toronto proíbe a circulação em ruas, passeios e caminhos de parques.
Os especialistas defendem regras mais consistentes, maior fiscalização e o uso correto do capacete. A prevenção é essencial para reduzir os acidentes e evitar consequências graves para os mais jovens



