
A pandemia da Covid-19 e a morte de George Floyd pela polícia nos EUA levaram ao aumento de crimes de ódio relatados em Toronto no ano passado. O relatório, divulgado na quinta-feira, é da polícia da cidade mais populosa do Canadá.
O Relatório Estatístico Anual de Crimes de Ódio descobriu que existiam 210 crimes de ódio relatados à polícia de Toronto no ano passado, contra 139 incidentes em 2019. Mais 71 crimes só em 2020.
Representa um aumento de 51% de crimes de ódio na cidade. O relatório afirmou que as comunidades judaica, negra, LGBT e asiática foram os grupos mais atacados.
“Os crimes de ódio não só vitimizam um indivíduo, mas também todo o grupo com o qual se identificam. Sabemos que isso pode ter um impacto duradouro nas diversas comunidades que atendemos, resultando num maior isolamento, stress e vulnerabilidade”, disse a Polícia de Toronto em comunicado.
Assim sendo, as autoridades tomaram medidas para lidar com o aumento preocupante ao expandirem a capacidade da Unidade de Crimes de Ódio, especializada na investigação dos mesmos crimes.
O número de crimes de ódio contra a população afro canadiana relatados à polícia aumentou de 13 em 2019 para 43 no ano passado. De acordo com o relatório, o aumento contra a comunidade negra foi registado dias após a morte de George Floyd, no mês de maio, em Minneapolis.
Crimes de ódio denunciados contra asiáticos, especificamente a comunidade chinesa, também aumentaram, com agressões físicas na grande maioria dos casos.
Dos 15 crimes de ódio contra asiáticos relatados em 2020, no ano passado, cinco suspeitos envolvidos acusaram a China de ser a culpada pela pandemia mundial.
A maioria dos crimes de ódio relatados foram motivados pela religião, com 82 incidentes, em que 63 vítimas eram da comunidade judaica, enquanto nove eram da comunidade muçulmana.
De acordo com o relatório, 109 dos 210 crimes de ódio relatados envolveram casos de vandalismo
O relatório também analisou incidentes de crimes de ódio na Internet. Foram 21 incidentes de ódio online só em 2020.
Para ser mais claro, “os utilizadores podem espalhar o ódio e a desinformação de uma forma acessível e instantânea para um público global de longo alcance ”, é o que diz o relatório da Polícia de Toronto.
O mesmo concluiu que a maioria dos suspeitos identificados eram homens, entre os 26 e 40 anos.
A polícia de Toronto prendeu 41 pessoas e acusou outras 77 por crimes motivados pelo ódio em 2020.
