
Oito juízes canadianos foram acusados de violar o código de conduta nos últimos dois anos por fazerem perguntas consideradas “ofensivas” e “insensíveis” a refugiados no Canadá, que alegam terem sido vítimas de abusos. É o resultado de um relatório do Conselho de Imigração e Refugiados do Canadá (IRB).
“Perguntas ofensivas e humilhantes”. Foi assim que foi descrita a conduta nos últimos dois anos de oito juízes no Canadá nos casos de abusos relatados por refugiados no país. Eles dizem-se privados do direito a audiências justas e imparciais. A informação é de acordo com um novo relatório do Conselho de Imigração e Refugiados do Canadá (IRB).
O documento concluiu que uma juíza foi “direta e insensível” ao questionar uma requerente refugiada que alegou ter sido violada. Perguntas como “Tem a certeza de que foi violada?”, quem seria o pai da criança e até mesmo questionar o número de sessões de aconselhamento.
O conselho veio dizer que esses assuntos deveriam ter sido abordados com maior sensibilidade e dignidade com a refugiada que alegava os abusos. Isso porque as questões feitas pela juíza pareciam desvalorizar o trauma da vítima.
E para piorar a situação, a juíza que presidiu ao caso não foi punida porque já não exercia mais funções na altura em que a investigação ficou concluída. E o relatório não indicou a razão.
Mas o presidente do IRB, Richard Wex, teve a iniciativa de escrever uma carta à juíza pedindo que refletisse sobre as conclusões do relatório.
Na verdade, esta não é a primeira vez que alegações de irregularidades são feitas contra os juízes do IRB. No passado, foram relatados comportamentos sexistas e agressivos por dois ex-juízes. Essa investigação resultou num estudo do comité parlamentar sobre a reclamação do conselho e o processo de contratação.



