
Lisboa, 22 jul (Lusa) — O ex-ministro e investigador António Barreto considera que a Reforma Agrária, nos anos da revolução, chegou a ter “vida autónoma” e que o PCP, mais do que o controlo, quis consolidar o seu poder no Alentejo.
“Na Reforma Agrária no Alentejo, há momentos em que tem uma vida autónoma. Em Portugal inteiro, a Constituição está a começar a funcionar [após 1976], a maioria dos votos são 39% no PS, mais 25% do PPD e, no Alentejo, as coisas não correm assim”, afirma António Barreto em entrevista à Lusa na passagem dos 40 anos sobre a aprovação da chamada Lei Barreto”, aprovada a 22 de julho de 1977.
Na Zona de Intervenção da Reforça Agrária (ZIRA), no Alentejo e parte do Ribatejo, o “PCP consegue ter 40% ou 50% dos votos”, o que dá ânimo ao processo que já foi descrito como a “revolução alentejana”.



