
Quem passa algum tempo nas redes sociais certamente já se deparou com termos como ‘seggs’ e ‘unalive’.
São palavras que fazem parte do que é chamado de ‘algospeak’, um tipo de linguagem codificada usada nas redes para proteger o conteúdo de ser removido ou sinalizado por ferramentas de moderação baseadas em algoritmos.
Por exemplo, um comentador pode escrever ‘seggs’ ou ‘unalive’ para evitar usar as palavras sexo ou matar – termos que poderiam ser bloqueados.
Outros podem usar o emoji de beringela no lugar da palavra pénis ou escrever ‘S.A.’ em vez de agressão sexual. Da mesma forma, o emoji de melancia tornou-se uma forma comum de mostrar apoio aos palestinianos e a Gaza ao discutir a guerra entre Israel e o Hamas.
Estas novas codificações de palavras surgiram como soluções criativas dos utilizadores para fazer face às diferentes diretrizes das redes sociais sobre o que é aceitável publicar.
Especialistas em cultura e linguagem digital afirmam que as diretrizes de segurança têm o objetivo de proteger os utilizadores de consequências danosas que possam surgir do uso indevido das redes sociais.
