
2023 vai ser um ano “difícil” para os canadianos. Quem o diz é Justin Trudeau. O primeiro-ministro afirma que a população deve permanecer “unida” para enfrentar as futuras adversidades.
À medida que o medo da recessão aumenta no Canadá, o primeiro-ministro deixa um aviso: o próximo ano vai “difícil” para os canadianos.
Numa avaliação divulgada no início de dezembro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o Canadá corre o risco de entrar numa “recessão leve”, apesar de estar à frente dos seus pares do G7.
O alerta surge na sequência de anos de turbulência económica global, que resulta de vários fatores, incluindo as paralisações pandémicas, o caos nas cadeias de abastecimento e a guerra na Ucrânia.
E se 2022 não foi bom para os canadianos, em 2023 o cenário não vai melhorar, avisa Justin Trudeau, numa entrevista recente à imprensa canadiana.
Os canadianos “vão superar” o próximo ano se permanecerem unidos, diz o governante, apontando para o que descreve como “apoios diretos” do Governo.
“O inverno que se aproxima será difícil para as pessoas e é nesse momento que precisamos de continuar unidos”, acrescenta Trudeau.
Convidado a dar exemplos desses “apoios diretos”, Trudeau aponta para o desconto do GST, para os apoios dentário e para as ajudas às rendas dirigidas aos canadianos mais pobres.
O líder liberal, contudo, rejeita a ideia de introduzir apoios semelhantes aos que foram criados na pandemia. Qualquer ajuda, diz Trudeau, terá de ser “direcionada” para evitar o agravamento da inflação.
