
Em todo o Canadá, terminou esta segunda-feira, 12 de maio, o prazo para milhões de cidadãos responderem ao recenseamento nacional.
O processo foi obrigatório e esteve a cargo da Statistics Canada, que recolheu dados sobre habitação, rendimento, línguas e condições sociais. A informação é usada no planeamento de serviços públicos como saúde, educação, transportes e emprego.
Quem não respondeu pôde receber avisos por carta, contactos telefónicos e visitas presenciais. Em último caso, a lei previa multas até 500 dólares e processos legais em situações de recusa persistente.
O recenseamento moderno teve origem em 1666, na Nova França, e evoluiu após a Confederação em 1871. Atualmente, realiza-se de cinco em cinco anos.
O processo tem sido marcado por polémicas ao longo do tempo. Em 2010, o formulário longo foi substituído por uma versão voluntária, o que gerou críticas pela quebra na qualidade dos dados estatísticos. O modelo obrigatório acabou por ser reposto em 2015.
A privacidade mantém-se no centro do debate. Em vários recenseamentos, alguns cidadãos recusaram responder, alegando receios sobre a utilização dos dados pessoais, o que originou processos legais.
Também o uso de tecnologia e de entidades externas no tratamento da informação tem sido alvo de contestação, sobretudo em matéria de segurança e confiança nos dados.
As autoridades sublinham que o recenseamento continua essencial para o funcionamento do país, apesar das críticas recorrentes sobre privacidade, obrigatoriedade e transparência.
