
Um desastre aéreo foi evitado, por pouco, no domingo à noite, em Bruxelas, 
quando um avião de carga sobrevoou a muito baixa altitude os arredores da cidade.
A denúncia é feita por uma associação de moradores que afirma que muitos habitantes se queixaram
deste episódio e dão conta que aumentou o número de aeronaves que sobrevoam a capital belga.
Desta vez tratou-se de um Boeing 747-400 cargueiro das linhas aéreas turcas que quase
tocou nas casas depois de calcular mal a descolagem e terá passado a uma altitude 
de cerca de 200 metros dos edifÃcios, alega a União belga contra a poluição do ar (UBCNA).
O episódio terá acontecido cerca das 11:55 de domingo, a partir da pista mais curta do aeroporto, tendo o aparelho
dado sinal de que estava a ser incapaz de ganhar altitude, provocando um barulho indescritÃvel e terrÃvel
de acordo com testemunhas.
Um administrador da UBCNA e o autarca local já apresentaram queixa esta segunda-feira contra a 
empresa turca e contra a empresa controladora de tráfego aéreo belga, a Belgocontrol , pela não-conformidade com os procedimentos de aviação, colocando em risco outras vidas.
O Secretário de Estado da Mobilidade , Melchior Wathelet, ordenou uma investigação sobre por que o 
avião foi autorizado a sair pouco antes da meia noite, quando os procedimentos legais indicam que os voos de carga
só podem funcionar entre as 23:00-6:00 da manhã.
Os planos de vôo também já foram apreendidos e o episódio colocou de novo na ordem do dia, a discussão 
sobre novas regras de descolagem do Aeroporto de Bruxelas , localizado a dois quilómetros a leste da cidade,
havendo quem defenda novos regulamentos, incluindo uma consequência direta para os 
35.000 aviões que por ano atravessam o centro da cidade, passando por cima de bairros com instituições 
europeias, quando podiam desviar-se para longe das áreas mais povoadas.
Incomodados com o barulho e preocupados com a sua segurança , muitos habitantes de Bruxelas 
incluindo funcionários da UE têm-se multiplicado na realização de petições,
pedindo o abandono da nova rota, esperando que o seu protesto ganhe um rumo polÃtico 
a três semanas de eleições legislativas, regionais e europeias de 25 de Maio.



