
Lisboa, 16 abr (Lusa) – O PS recusou hoje, em absoluto, a intenção do Governo de consensualizar uma redução global de 600 milhões de euros nas pensões públicas, considerando estar perante a reincidência num corte inconstitucional e negativo para a economia.
Esta posição foi assumida na Assembleia da República por João Galamba, membro do Secretariado Nacional do PS, depois de a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter apresentado o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas.
“O corte de 600 milhões de euros nas pensões representa um regresso ao aprofundamento da austeridade e o que mais tem danificado a economia portuguesa são os sucessivos cortes nos rendimentos das famílias, dos funcionários públicos, dos pensionistas e de quem recebe prestações sociais. Essa política de cortes não funciona, parece ser inconstitucional e, como tal, o PS não alinha nesse tipo de estratégia”, declarou João Galamba, já depois de ter advertido que os socialistas ainda desconhecem o teor do Programa de Estabilidade e do Plano Nacional de Reformas aprovados em Conselho de Ministros.
