PROVA ABRE GUERRA ENTRE PROFESSORES

Os tempos de ‘paz’ entre Crato e Nogueira estão a terminar
Os tempos de ‘paz’ entre Crato e Nogueira estão a terminar
 Os tempos de ‘paz’ entre Crato e Nogueira estão a terminar

Os tempos de ‘paz’ entre Crato e Nogueira estão a terminar

“Hipócrita e cobarde”, foi como o secretário-geral da maior estrutura sindical de professores (Fenprof) classificou ontem o Ministério da Educação e Ciência, por querer instituir uma prova de acesso à carreira docente, recuperando uma ideia da ex-ministra do PS, Maria de Lurdes Rodrigues.
A proposta, que começa hoje a ser discutida entre o MEC e os sindicatos, prevê que os candidatos à docência tenham de realizar uma prova de acesso à profissão – e só são aprovados se obtiverem 14 valores (escala de 0 a 20). As duas maiores estruturas sindicais (Fenprof e FNE) já contestaram, e ontem Mário Nogueira atacou mesmo o ensino nas universidades. “Em vez de (Nuno Crato) se dirigir a essas instituições e obrigá-las a elevar a qualidade da formação, encerrando algumas por falta de qualidade, faz o mais simples: leva os jovens ao engano, a fazer cursos acreditados e financiados pelo Governo, e a seguir, em 120 minutos, declara que a formação não presta”.
O ‘choque’ entre Ministério e os sindicatos, que representam os professores, promete não ficar por aqui. A Fenprof vai apresentar queixa na Procuradoria-Geral da República, por desrespeito da lei da negociação. Em causa está a publicação de legislação que “ não cumpre” o acordado na ata negocial, documento assinado em 25 de junho e que terminou a greve às avaliações.