Protestos em Ottawa: Peter Sloly sai e lei de emergência criticada

Foto: City News
Foto: City News

Os manifestantes estão a chamar à Lei de Emergência invocada por Justin Trudeau de tática de medo. Tudo acontece numa altura em que Peter Sloly renunciou ao cargo de chefe da polícia de Ottawa. O agora ex-chefe foi criticado por não apresentar planos para acabar com os protestos dos camionistas e por alegadamente ter feito bullying a oficiais seniores do Serviço de Polícia de Ottawa.

Peter Sloly já não é mais chefe da polícia de Ottawa.

Na carta de demissão, Sloly disse que estava orgulhoso da capacidade de reformular a cultura da Polícia para refletir melhor a “diversidade da comunidade que servimos”. O agora ex-chefe também disse que estava confiante de que a equipa pode lidar com os protestos.

“Desde o início desta manifestação, fiz todo o possível para manter esta cidade segura e pôr fim a esta crise sem precedentes e imprevisível”, disse.

“Adquirimos novos recursos e ferramentas de fiscalização e montamos o novo Centro de Comando Integrado. Estou confiante de que o Serviço de Polícia de Ottawa está agora melhor posicionado para acabar com esta ocupação.”

A renúncia de Sloly acontece numa altura em que a imprensa canadiana avança que o agora ex-chefe foi alegadamente acusado de fazer ‘bullying’ a oficiais seniores do Serviço de Polícia de Ottawa à frente dos colegas, sem nunca apresentar um plano de operações sólido para acabar com aos protestos na capital do Canadá.

Entretanto, membros do bloqueio de Ottawa, estão a chamar ao uso da Lei de Emergência usada pelo Governo federal como uma tática de medo.

O primeiro-ministro Justin Trudeau invocou o ato na última segunda-feira.

De acordo com a lei, trazer crianças para os bloqueios antigovernamentais, participar diretamente dos protestos ou levar ajuda como comida ou combustível para os envolvidos pode resultar em multas de até 5 mil dólares ou cinco anos de prisão.