
Crato, Portalegre, 08 abr 2026 (Lusa) – Um projeto que visa a construção a partir de 2029 de uma central fotovoltaica no concelho do Crato, distrito de Portalegre, está em consulta pública até ao dia 27 deste mês.
A Proposta de Definição de Âmbito (PDA) para avançar com o projeto, a desenvolver na freguesia de Gáfete, está em consulta pública, pode ler-se no Portal Participa, consultado hoje pela agência Lusa.
O documento indica que a empresa promotora é a Hyperion Renewables Nisa, Unipessoal, Lda, que espera concluir o projeto no quarto trimestre de 2030.
A iniciativa contempla ainda a construção de uma linha de muito alta tensão, que poderá contar com mais de 20 quilómetros de extensão, atravessando os concelhos do Crato e Nisa, também no distrito de Portalegre.
Em fase preliminar de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), sob coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Central Fotovoltaica de Gáfete poderá contar com uma potência instalada de 120 megawatts-pico (MWp).
A potência de ligação é de 100 megavolt-ampere (MVA), devendo a produção anual cifrar-se em cerca de 222 gigawatts por hora (GWh).
Além destes dados, a Central Fotovoltaica de Gáfete poderá contar com uma instalação de 181.819 módulos fotovoltaicos, com potência unitária de cerca de 650 watts-pico (Wp), numa área de cerca de 58 hectares.
Sem valor de investimento indicado na documentação dsponível, o projeto contará também com uma linha de muito alta tensão, com cerca de 21,9 quilómetros, até à subestação da Falagueira, no concelho de Nisa.
No documento é também possível ler que uma parte do corredor da linha elétrica atravessa a Zona Especial de Conservação Nisa/Lage da Prata, área integrada na Rede Natura 2000.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, explicou que o município “não tem problemas” em acolher este tipo de projetos no seu território, caso sejam cumpridas as regras e os procedimentos ambientais, socioculturais e económicos.
O autarca acrescentou que o município vai apresentar uma posição oficial sobre o projeto assim que estejam concluídos todos os estudos relacionados com a sua implementação.
No entanto, nesta fase, segundo Joaquim Diogo, o município vai manter “alguma reserva” em relação a esta matéria.
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