
Na comunidade remota de Mayo, Yukon tem menos de 12 falantes fluentes de tutchone restantes – e muitos deles são idosos.
Para preservar a língua, a Primeira Nação de Na-Cho Nyӓk Dun recorreu à tecnologia. O projeto chama-se Kwän Dék’án’ Do, ou ‘manter o fogo aceso’.
Em colaboração com a Carleton University e o Gabinete do Comissário de Línguas Indígenas, a Primeira Nação está a usar jogos de realidade virtual e um ecrã holográfico como ferramentas de ensino.
Também está a construir um arquivo digital de objetos da comunidade e um modelo de linguagem digital apoiado por inteligência artificial (IA).
A universidade trouxe os dispositivos inicialmente para reuniões, como forma de melhorar a ligação entre a escola e a Primeira Nação Na-Cho Nyӓk Dun. A sugestão gerou discussões sobre outras formas de uso – a Primeira Nação viu potencial no uso do dispositivo como ferramenta educacional para as crianças da comunidade.
Não demorou muito para que o grupo considerasse como os dispositivos poderiam ser usados para enfrentar um dos desafios mais urgentes da comunidade – a perda de seus anciãos e, com eles, gerações de conhecimento sobre a língua e a cultura Tutchone do Norte.
Esse modelo, apoiado por IA, poderá um dia permitir conversas com alunos, traduzir cartas manuscritas, sugerir interpretações e até mesmo gerar novas palavras e frases.
O software será de código aberto. Embora o acesso ao conteúdo em tutchone seja reservado aos membros da comunidade Na-Cho Nyäk Dun, o sistema poderá ser utilizado por outras Primeiras Nações.
