Presidente sul-africano denuncia campanha de desinformação que influencia ataques dos EUA

Joanesburgo, África do Sul, 30 nov 2025 (Lusa) – O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, denunciou hoje uma “campanha de desinformação persistente” que, na sua opinião, está a influenciar os repetidos ataques da administração Trump contra o seu país.

O Governo sul-africano tem sido alvo do Presidente Donald Trump desde o seu regresso à Casa Branca, particularmente em relação à alegada perseguição aos africânderes, descendentes dos primeiros colonizadores europeus.

“Esta é uma desinformação flagrante sobre o nosso país”, respondeu hoje o Presidente Ramaphosa, durante uma comunicação televisiva à nação.

Os Estados Unidos (EUA) boicotaram a cimeira do G20 realizada no passado fim de semana em Joanesburgo, e Donald Trump anunciou na quarta-feira que a África do Sul não seria convidada para a próxima cimeira do bloco das maiores economias mundiais, que pretende acolher num campo de golfe em Miami, propriedade da sua família.

“Como país, estamos conscientes de que a posição adotada pelo Governo dos Estados Unidos foi influenciada por uma campanha de desinformação persistente, promovida por grupos e indivíduos dentro do nosso país, nos Estados Unidos e noutros países”, afirmou Ramaphosa.

“Esta é uma desinformação flagrante sobre o nosso país”, disse o líder sul-africano, acrescentando: “Estes indivíduos que espalham desinformação estão a pôr em risco e a minar os interesses nacionais da África do Sul, destruindo empregos sul-africanos e enfraquecendo a relação do nosso país com um dos nossos parceiros mais importantes”.

O chefe de Estado sul-africano emitiu ainda um alerta: “Temos um poder judicial independente, capaz de defender a nossa Constituição e de proteger os direitos de todos os sul-africanos”.

Referindo-se ao anúncio do Presidente Trump de que excluiria Pretória da Cimeira do G20 de 2026, o Presidente Ramaphosa reiterou que a África do Sul é um membro de pleno direito e igualitário do grupo.

“Continuaremos a participar como um membro de pleno direito, ativo e construtivo do G20”, disse, reafirmando o compromisso de Pretória em “dialogar com o Governo dos Estados Unidos, e fazê-lo com respeito e dignidade, como nações soberanas iguais”.

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