Presidente do Brasil critica grandes tecnológicas e novas ameaças de tarifas de Trump

São Paulo, 26 ago 2025 (Lusa) – O Presidente brasileiro criticou hoje as empresas de tecnologia dos Estados Unidos e as políticas de Washington em relação ao setor, quando o Brasil prepara nova regulamentação para os medias sociais, que desagradou o Presidente dos Estados Unidos.

Numa reunião com o seu gabinete de 38 ministros, transmitida através da internet, Luiz Inácio Lula da Silva fez alusão a uma nova ameaça tarifária feita pelo seu homologo dos Estados Unidos, Donald Trump, que alertou em mensagem nas redes sociais na última segunda-feira que “países com tarifas, legislação, normas ou regulamentações digitais” sofrerão “tarifas adicionais substanciais”.

O Presidente brasileiro reiterou que “o governo dos Estados Unidos age como se fosse o imperador do planeta e continua ameaçando o mundo inteiro” e afirmou que Trump considera as empresas de tecnologia “um ativo americano e não aceita que ninguém mexa com elas”, mas acrescentou que isso não acontecerá no Brasil.

“Somos um país soberano, temos uma Constituição, e quem quiser entrar nesses oito milhões e meio de quilómetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo ou nas nossas selvas, deve prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação”, disse Lula da Silva.

Trump impôs taxas alfandegárias de 50% sobre grande parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos, por considerar que há desequilíbrio comercial mas também em retaliação ao julgamento do ex-presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, do qual é apoiante, acusado de tentativa de Golpe de Estado.

Usando um chapéu azul com a frase “o Brasil é dos brasileiros”, Lula da Silva também reiterou que o seu Governo está “pronto 24 horas por dia para negociar questões comerciais”, mas não a sua “soberania”.

O Presidente brasileiro criticou ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro e os esforços do seu filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, para promover sanções contra o Brasil perante as autoridades dos Estados Unidos caso o Congresso do país não aprove uma amnistia irrestrita para ele, seus apoiantes e aliados que respondem a diversos processos na Justiça local.

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