
Riga, 01 abr 2026 (Lusa) — A presidente da Moldova, Maia Sandu, defendeu hoje que a adesão do seu país à União Europeia (UE) vai reforçar o flanco leste europeu, durante uma visita à Letónia, também uma ex-república soviética.
“Uma Moldova ancorada na UE, fortalece a Ucrânia ocidental e, consequentemente, a segurança da região no seu flanco oriental”, disse, ao lado do homólogo letão, Edgars Rinkevics.
Sandu afirmou que o alargamento da UE para incluir esta nação localizada a sudoeste da Ucrânia, “é um investimento significativo em segurança que a Europa pode fazer agora”.
O presidente letão frisou que a Letónia sempre apoiou a rápida adesão da Moldova à UE, destacando que aquele país levou a cabo muitas das reformas necessárias para sua adesão, algumas com a assessoria da letã, designadamente, no setor agrícola ou na propriedade intelectual.
Ambos os líderes políticos declararam que foram também debatidas medidas para evitar que eleições e outros processos de decisão sejam afetados por desinformação e outras formas de guerra híbrida contra os regimes democráticos.
Sandu recordou que “na Moldova, a interferência russa foi brutal” nas últimas eleições presidenciais e legislativas, em 2024 e 2025.
“E temos trabalhado extensivamente na adoção de protocolos sobre como prevenir a desinformação durante as eleições”, acrescentou Rinkevics.
O país báltico tem eleições legislativas marcadas para outubro e, terça-feira, o ministério dos Negócios Estrangeiros protestou formalmente contra “falsas acusações espalhadas pela Rússia de que a Letónia teria dado permissão para usar seu território em ataques com drones”.
As acusações russas surgiram após vários drones ucranianos, direcionados a instalações petrolíferas russas no golfo da Finlândia, perto de São Petersburgo, terem causado impactos nos países bálticos, aparentemente desviados ou desorientados por contramedidas de guerra eletrónica.
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