
Maputo, 09 abr 2026 (Lusa) — O presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder, afastou hoje qualquer “ilusão do fim” do partido, referindo que a formação política está cada vez mais forte, renovada e enraizada na sociedade.
“Cresce o apoio e esperança na Frelimo como o único partido, confirmando o princípio de que Frelimo ‘aina mwixo’, ou seja, a Frelimo não tem fim, a Frelimo não acaba, porque a Frelimo é o próprio povo moçambicano”, disse Daniel Chapo, durante a abertura da V sessão ordinária do comité central, que se realiza em Maputo até 12 de abril.
Daniel Chapo, também Presidente da República, avisou que o povo voltou a manifestar uma “maior confiança na Frelimo”, referindo ainda que o partido está atento às manobras dos que, a todo o custo, pretendem “assaltar o poder” e controlar as riquezas do país.
“Enquanto alguns semeiam a ilusão do fim da Frelimo, os moçambicanos, no país e na diáspora, vão compreendendo a realidade sociopolítica, a natureza e novas formas de agir destes inimigos da Frelimo e do povo moçambicano”, disse Daniel Chapo.
O presidente da Frelimo destacou o empenho dos órgãos do partido que têm frustrado tentativas daqueles que, de dentro e de fora, agitam a população para provocar convulsões sociais e desordem “como instrumento para forçar mudanças”, à margem dos princípios democráticos.
“Mercê do intenso trabalho das nossas organizações sociais, a Frelimo está hoje cada vez mais forte, mais renovada e mais enraizada no seio da sociedade. Parabéns às nossas organizações sociais”, declarou.
Apesar do trabalho realizado pelo partido, Daniel Chapo apontou para a disciplina interna como um “desafio permanente” daquela formação política, sendo, por isso, um dos pontos de agenda para discussão nesta sessão do comité central.
Segundo Chapo, o comité central deverá ainda analisar a gestão criteriosa dos recursos do partido, a proposta do plano de atividades e do orçamento da Frelimo para 2026, o relatório balanço do Plano Económico e Social e do Orçamento do Estado de 2025, bem como o ponto de situação da execução do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para o corrente ano.
Além da análise do funcionamento do partido e da situação política, económica e social de Moçambique, está também prevista a avaliação do grau de preparação da 11.ª conferência nacional de quadros da formação política, a realizar em agosto, na província central de Manica, e que antecede o 13.º congresso.
“[O evento] é aguardado com grande expectativa, dado o largo de tempo transcorrido desde a última conferência, que teve lugar há dez anos, em 2016”, disse Daniel Chapo.
A conferência é antecedida, entre outros, pelo recenseamento de membros e órgãos da Frelimo, um processo “importante na preparação e organização das vitórias do […] partido nas eleições autárquicas em 2028 e nas eleições gerais em 2029”.
“Os dados do recenseamento de raiz são consistentes com dados estatísticos dos nossos membros que já possuímos, de que, na verdade, somos um pouco mais de seis milhões de membros na Frelimo”, avançou Daniel Chapo.
O último escrutínio, 2023 e 2024, foi marcado por confrontos violentos entre a polícia e manifestantes, em protestos contra os resultados que deram vitória a Daniel Chapo como quinto Presidente de Moçambique, candidato apoiado pela Frelimo, partido no poder desde 1975.
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