
Lisboa, 26 mar (Lusa) – A oposição equato-guineense assegura à agência Lusa que vai boicotar as eleições presidenciais de 24 de abril, denunciando “várias irregularidades” num processo que é um “mero trâmite” para manter Obiang Nguema no poder, onde está há 37 anos.
Contactado pela Lusa telefonicamente desde Lisboa, o secretário-geral da Convergência para a Democracia Social (CPDS) da Guiné Equatorial, Andrés Esono Onda, disse a partir de Malabo que as ilegalidades são “muitas” e que não há condições para que a votação decorra com transparência e com credibilidade.
“Vamos boicotar. Isto não são eleições, mas simplesmente um trâmite para que o presidente Obiang, que já leva 37 anos no poder, juntar mais sete anos. Por isso, não vamos à s eleições, até porque os resultados são já conhecidos”, afirmou Andrês Esono, cujo partido integra a Frente de Oposição Democrática (FOD), com a União Popular (UP), Força Democrática Republicana (FDR) e Movimento Para a Autodeterminação da Ilha de Bioko.



