Preços na produção industrial descem 1,9% no primeiro trimestre – INE

Lisboa, 20 abr 2026 (Lusa) – O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 1,9% no primeiro trimestre do ano, menos 1,3 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.

No primeiro trimestre de 2026, os agrupamentos energia, bens de consumo e bens intermédios registaram contrações de 9,6%, 0,8% e 0,6%, respetivamente (-7,0%, -2,9% e -3,7% no quarto trimestre de 2025), contribuindo, em conjunto, com -2,1 p.p. para a variação do índice agregado.

Os bens de investimento aumentaram 1,6% (2,1% no trimestre anterior), contribuindo com 0,2 p.p. para a variação agregada (0,3 p.p. no quarto trimestre de 2025).

No mês de março, os preços na produção industrial aumentaram 2,3% (-1,3% em março de 2025).

Esta variação positiva deveu-se essencialmente ao agrupamento energia, que apresentou um contributo de 1,8 p.p., associado a um aumento mensal de 12,0%.

O agrupamento bens intermédios também registou um contributo positivo de 0,5 p.p., em resultado de um crescimento mensal de 1,5%.

Já os agrupamentos bens de consumo e bens de investimento tiveram contributos praticamente nulos, apesar de registarem variações mensais de 0,1% e -0,2%, respetivamente.

Em termos anuais, em março, o IPPI apresentou uma variação homóloga nula, uma alteração significativa face à diminuição de 3,5% observada no mês anterior, que interrompeu uma sequência de 14 meses consecutivos de diminuições.

Esta evolução foi sobretudo explicada pelo agrupamento de energia, que passou de uma redução de 18,8% em fevereiro para -0,6% em março, tendo contribuído com -0,1 pontos percentuais (p.p.) para a variação homóloga do índice agregado (-3,3 p.p. no mês anterior).

A taxa de variação homóloga da produção, quer de produtos petrolíferos refinados, quer de eletricidade, aumentaram cerca de 20% face à variação de fevereiro.

O agrupamento bens de consumo contribuiu igualmente de forma negativa, com -0,2 p.p. (idêntico ao observado em fevereiro), em resultado de decréscimo homólogo de 0,7% (-0,6% no mês anterior).

Os agrupamentos bens de investimento e bens intermédios influenciaram positivamente o índice agregado, contribuindo com 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente (0,2 p.p. e -0,2 p.p. no mês anterior), refletindo variações de 1,6% e 0,3%.

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