Poupanças dos moçambicanos crescem 9,2% num ano e fecham 2025 em 3.955 ME

Maputo, 16 mar 2026 (Lusa) – As poupanças moçambicanas através de depósitos a prazo cresceram 9,2% em 2025, para 297.656 milhões de meticais (3.955 milhões de euros) no final de dezembro, indicam dados oficiais divulgados pelo Banco de Moçambique.

Conforme dados estatísticos do banco central moçambicano, esses depósitos a prazo na banca moçambicana tinham atingido em junho de 2024 um total de 264.709 milhões de meticais (3.517 milhões de euros), crescendo progressivamente, todos os meses, até ao recorde de 305.871 milhões de meticais (4.064 milhões de euros) em julho último.

Entretanto, acabaram por recuar ligeiramente até ao final de dezembro, mas garantindo um crescimento face aos 272.503 milhões de meticais (3.621 milhões de euros) no início de 2025.

Os depósitos à ordem também continuaram a crescer, 1,5% num mês, para 477.859 milhões de meticais (6.349 milhões de euros) em dezembro.

Em Moçambique funcionam 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.

O Banco de Moçambique cortou em 28 de janeiro, pela 12.ª vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária MIMO, em 0,25 pontos, para 9,25%, prevendo a sua estabilização, mas alertando para o efeito nos preços das recentes cheias no país.

“Esta decisão é sustentada pelas perspetivas de manutenção da inflação a um dígito no médio prazo, não obstante a materialização de alguns riscos e incertezas associados às projeções da inflação, com destaque, podem já imaginar, para a ocorrência de inundações e para a intensificação das tensões comerciais e geopolíticas”, anunciou o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO).

A próxima reunião do CPMO está agendada para 23 de março.

A taxa de juro diretora em Moçambique esteve fixada em 17,25% desde setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de janeiro de 2024, quando reduziu para 16,5%.

Em março do ano passado, o Banco de Moçambique cortou a taxa para 15,75%, decisão que que se foi repetindo em todas as reuniões seguintes do Comité de Política Monetária, até chegar a 9,75% em setembro, 9,50% em novembro e agora 9,25%.

“Entretanto, em face do agravamento destes riscos e das incertezas, o CPMO considera que se aproxima o fim do ciclo de redução da taxa MIMO iniciado em janeiro de 2024”, disse ainda Zandamela no final da mesma reunião, recordando que essa trajetória descendente poderia prolongar-se, na previsão inicial, até 36 meses.

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