
Los Angeles, 11 mar 2026 (Lusa) – O português Alberto Carvalho, que foi suspenso do cargo de superintendente do distrito escolar de Los Angeles após um mandado de busca do FBI, negou ter cometido qualquer irregularidade e pediu a reintegração.
O comunicado quebra o silêncio de Alberto Carvalho desde que aconteceram as buscas, a 25 de fevereiro, e foi emitido pela firma de advogados que o representa, Holland & Knight, citado inicialmente pelo jornal LA Times.
Carvalho “respeita o estado de Direito e o processo de investigação e sempre agiu no melhor interesse dos alunos e dentro dos limites da lei”, lê-se no comunicado.
“Embora a investigação do governo esteja em curso, nenhuma prova foi apresentada pelos procuradores que sustente qualquer alegação de que o senhor Carvalho violou a lei federal”, disse a firma de advogados .
O caso está ligado a uma ‘startup’ de inteligência artificial, AllHere Education, que conseguiu um contrato no valor de seis milhões de dólares (5,16 milhões de euros) para desenvolver um ‘bot’ de conversação para as escolas de Los Angeles, mas colapsou perante acusações de fraude.
Carvalho “continua confiante de que as provas demonstrarão, em última análise, que agiu de forma apropriada e no melhor interesse dos alunos”, lê-se no texto.
“Esperamos que o conselho escolar o reintegre rapidamente no seu cargo de superintendente”, acrescentou a firma de advogados .
O português não foi alvo de qualquer acusação ligada ao caso, sendo que o fundamento do mandado de busca está sob sigilo. Alberto Carvalho é amigo de Debra Kerr, consultora da AllHere cuja casa na Florida também foi alvo de buscas.
Carvalho lidera o distrito escolar unificado de Los Angeles desde 2022 e foi suspenso com uma licença administrativa paga enquanto decorre a investigação, por decisão unânime do conselho de educação.
O português “cooperou totalmente com os investigadores e continuará a fazê-lo”, garante o comunicado.
“Aguarda com expectativa a oportunidade de regressar às suas funções e continuar a servir os alunos, famílias e funcionários do distrito escolar unificado de Los Angeles”, referiu a firma de advogados.
O comunicado descreve-o como um funcionário público dedicado e empenhado em ajudar os alunos e famílias do distrito.
O conselho de educação de Los Angeles não reagiu, por enquanto, às afirmações de Carvalho. Enquanto o português está suspenso, as funções de superintendente estão a ser asseguradas por Andres Chait.
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