
Lisboa, 05 mar 2026 (Lusa) – Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa anunciaram hoje que está em curso uma operação de repatriamento de 186 pessoas, quase todos portugueses, com chegada prevista na sexta-feira.
Segundo comunicado conjunto dos dois ministérios, a operação envolve um avião C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.
O voo fretado transporta 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito estrangeiros (da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru), estando a sua hora de chegada por confirmar.
Na missão que envolve o voo militar seguem 39 passageiros, dos quais 24 são portugueses e 15 estrangeiros (França, Grécia, Brasil e Israel).
Está previsto que este voo chegue ao Aeroporto de Figo Maduro esta sexta-feira às 05:00 e o secretário de Estado das Comunidades estará presente para receber os cidadãos repatriados.
As “missões e plano de segurança foram solicitados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional”, refere o comunicado.
Portugal ativou hoje o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente, indicou uma porta-voz da Comissão Europeia à agência Lusa.
Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
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