
DÃli, 31 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, defendeu hoje que Portugal precisa de aumentar o valor do turismo e que os turistas devem pagar mais pelos dias que passam no paÃs.
Manuel Castro Almeida falava à Lusa no final de uma reunião dos ministros do Turismo da Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP), que decorreu em DÃli, Timor-Leste.
“Esta reunião serviu para colocar o enfoque na importância de cada paÃs preservar a sua identidade, porque hoje os turistas andam à procura de experiências inovadoras, diferenciadoras e cada um dos nossos paÃses tem de valorizar o que tem de diferente”, afirmou à Lusa o ministro da Economia e Coesão Territorial.
Salientando que o turismo de massa não é a solução, Manuel Castro de Almeida defendeu que, no caso concreto de Portugal, é preciso “valorizar o turismo”.
“Significa aumentar-lhe o seu valor e aumentar o valor significa que cada turista tem de pagar mais pelos dias que passa em Portugal. O resultado é que quem trabalha no turismo possa ter melhores salários. É isto que nós pretendemos. E quem investe no turismo possa ter retorno suficiente para continuar a investir com cada vez maior qualidade”, afirmou o ministro.
Ainda sobre a reunião da CPLP, Manuel Castro de Almeida salientou que especializar os destinos, os percursos e as rotas turÃsticas de cada paÃs, incluindo a valorização do turismo cultural, de natureza e com a preservação da identidade, foi uma das principais conclusões.
Durante a sua estada em DÃli, que termina sábado, o ministro português da Economia esteve também reunido quinta-feira com o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, com quem abordou a questão do poder local e também o desenvolvimento económico e social dos dois paÃses.
Na quinta-feira, Manuel Castro de Almeida assinou também um acordo no setor do Turismo, que prevê a formação de jovens em DÃli por formadores portugueses e depois a partilha daqueles formandos.
“Uma parte deles deve no seu paÃs para desenvolver o seu paÃs e outra parte ir para Portugal suprir deficiências de trabalhadores que nós temos nesta área do turismo, em particular”, explicou.
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