Poluição em Ontário: Primeira nação revela dados do ministério

FOTO: UNSPLASH
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Depois de uma batalha prolongada com o Governo provincial, uma comunidade indígena de Ontário obteve dados críticos da poluição do ar. De acordo com os documentos, existe uma substância química cancerígena no ar.

Dados recém-revelados do Ministério do Meio Ambiente de Ontário, divulgados na semana passada, mostram uma previsão surpreendente de poluição por benzeno, um produto químico ligado ao cancro.

Membros de uma comunidade indígena de Ontário, localizada ao longo da fronteira de Michigan, disseram que o Governo provincial não deu dados cruciais sobre o ar durante alguns anos.

“Quando falamos com o Ministério e a província sobre nação e reconciliação, se não conseguimos nem mesmo um ministro para responder às nossas cartas, isso demonstra o compromisso do Governo”, disse a coordenadora do Meio Ambiente da ‘First Nation’, Aamjiwnaang, Sharilyn Johnston.

Desde 2017 que a Aamjiwnaang pedia ao Governo os dados do benzeno e outros relatórios de poluição do ar. Os membros da comunidade também aguardavam ansiosamente uma nova regulamentação para reduzir as emissões de dióxido de enxofre das fábricas de petróleo mais próximas.

A comunidade indígena de Aamjiwnaang fica no lado sul de Sarnia e é cercada por fábricas industriais.

Durante anos, as pessoas que vivem na zona suspeitaram que o alto nível de poluição as estava a deixar doentes. Um estudo publicado na primavera passada por um instituto de pesquisa de saúde de Ontário indicou que a poluição do ar provavelmente está a contribuir para um maior risco de asma em crianças na região.

Outros problemas graves de saúde incluem casos de cancro.

Atualmente, as emissões de benzeno foram reduzidas em partes de Aamjiwnaang, mas ainda estão bem acima do rigoroso padrão de qualidade do ar de Ontário.

Entretanto, o Ministério do Meio Ambiente de Ontário propôs uma nova regulamentação para o dióxido de enxofre.

Se for aprovado, os emissores pesados ​​seriam obrigados a reduzir os níveis em 30% até ao início de 2022 e teriam que reduzir as emissões em até 90% até ao final de 2026. Também permitiria à província multar uma empresa que não cumprisse em 100 mil dólares por infringir os novos requisitos.