
Maputo, 25 abr 2026 (Lusa) – A polícia moçambicana apreendeu hoje 57 telemóveis e canábis durante uma operação de busca no Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança, em Maputo, tendo garantido a responsabilização dos reclusos e dos facilitadores da entrada dos dispositivos.
“Essa busca é sustentada mesmo pelo elevado índice dos crimes de burla com recursos a aparelhos eletrónicos, telemóveis, clonagem de perfis nas redes sociais, vulgarmente o WhatsApp, que também tem sido uma prática atual”, disse à comunicação social Hilário Lole, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), a partir do estabelecimento penitenciário.
A polícia moçambicana também apreendeu na quarta-feira mais de 90 telemóveis, e ainda canábis e cigarros, durante uma operação no Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança.
Segundo o responsável, investigações conduzidas pelo Sernic identificaram os estabelecimentos penitenciários como o ponto de partida dos crimes cibernéticos, o que levou à realização de uma segunda operação policial naquela cadeia, durante a qual foram apreendidos mais 57 telemóveis e dois pacotes de canábis.
“Todos os reclusos com os quais foram encontrados estes bens, telemóveis, assim como a droga, foram devidamente identificados e mais uma vez vai seguir o trabalho de identificação dos meios que usaram para obter estes bens (…), e não só, também sendo identificadas as pessoas que facilitaram a entrada desses bens, também serão passíveis de responsabilização”, garantiu Lole, assinalando que essas operações passarão a ser rotineiras, para desencorajar o uso de telefones e outros objetos ou substâncias ilegais nas cadeias.
Durante a operação da quarta-feira, o Sernic revistou mais de 100 reclusos e, na sequência, apreendeu mais de 90 telemóveis, respetivos carregadores, além de outros bens cujo uso é proibido dentro nas celas, entre os quais cigarros e canábis, conforme avançou à Lusa na altura Hilário Lole, sem mencionar as quantidades.
O porta-voz nacional do Sernic avisou que haverá responsabilização disciplinar e até criminal caso os envolvidos nos esquemas sejam funcionários ou agentes penitenciários do estabelecimento de máxima segurança.
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