
Um grupo de empresas de tecnologia do Canadá está a pedir ao premier do Quebec que suspenda o projeto de lei que exige aos imigrantes que aprendam francês em apenas de seis meses, após a chegada à província. Numa carta enviada a François Legault, as empresas dizem temer que os talentos da tecnologia escolham outros locais para trabalhar.
São 37 as empresas de tecnologia que argumentaram, numa carta enviada ao premier do Quebec, François Legault, que o prazo de seis meses que os imigrantes têm antes de usar o francês para fins oficiais sob o Projeto de Lei 96 é “um prazo irrealista” para as pessoas se adaptarem a uma nova casa e pode “causar enormes danos ao património da província”.
O documento feito pelo Conselho de Inovadores do Canadá (Canadian Conservation Institute – CCI) descreve o prazo como difícil de cumprir, porque a província não tem suporte linguístico para recém-chegados através da entidade governamental Francisation Quebec até 2023, apesar de o projeto de lei ter recebido aprovação em junho.
“Quando o seu Governo criar a Francisation Quebec, a lei já terá desencorajado os trabalhadores globais de escolherem a província do Quebec como um novo lugar para construir uma vida e formar uma família”, diz o documento.
Em vez do apoio imediato da Francisation Quebec, muitas empresas estão dispostas a trazer tutores ou professores para os seus escritórios para ajudar os trabalhadores imigrantes a aprender o francês.
O grupo também teme que a exigência de idioma aplicada aos imigrantes possa impedir a capacidade da província de competir por talentos tecnológicos e piorar a escassez existente de criadores e engenheiros.
O Governo do Quebec estimou no ano passado que 10 mil empregos precisavam de ser preenchidos nos setores da tecnologia da informação e das comunicações.



