
As regras de vacinação dirigidas aos camionistas canadianos não estão a causar a escassez de alimentos, nem a esvaziar as prateleiras dos supermercados. A garantia é do ministro federal dos Transportes, Omar Alghabra.
As regras de vacinação dirigidas aos camionistas transfronteiriços continuam a gerar polémica no Canadá. Mas o ministro federal dos Transportes garante que a obrigatoriedade de se apresentar o certificado vacinal na fronteira com os Estados Unidos não é responsável pela escassez de alimentos nas superfícies de retalho.
De acordo com Omar Alghabra, os supermercados e outros estabelecimentos têm muitos produtos disponíveis, apesar da escassez de mão de obra e dos problemas na cadeia de abastecimento, provocados pela Covid-19.
Além disso, o governante diz não se ter verificado um “impacto mensurável” no número de camionistas que cruzam a fronteira desde que a regra de vacinação entrou em vigor a 15 de janeiro.
Alghabra acusa os críticos de exagero e de espalharem o medo entre os canadianos. O ministro garante não minimizar o problema e avança que se vai reunir com o setor do retalho no dia 31 de janeiro.
Enquanto isso, um grupo de camionistas e outros opositores das medidas marcaram um “comício da liberdade”, no Parliament Hill, para contestar a obrigação de se apresentar o certificado na fronteira.
Ao mesmo tempo, Omar Alghabra também é alvo de críticas por parte de políticos. É o caso do deputado provincial independente Randy Hillier, que manifestou o seu apoio aos camionistas, acusando Alghabra, que é muçulmano, de ser terrorista e de condenar os canadianos à fome em nome da segurança pública.
O ministro federal da Segurança Pública já saiu, entretanto, em defesa de Omar Alghabra. Também no Twitter, Marco Mendicino acusa Hillier de islamofobia e de promover o discurso de ódio nas redes sociais. O governante apela, por isso, a que a publicação do deputado provincial seja removida.



