
Maputo, 08 abr 2026 (Lusa) – A primeira-ministra moçambicana pediu hoje à nova direção do Fundo de Energia (Funae) para expandir a capacidade de geração de energia através de fontes alternativas, acelerando o acesso universal sobretudo para quem está fora da rede elétrica nacional.
“Cabe ao Funae expandir a sua capacidade de geração de energia, usando fontes alternativas, de forma a alcançar cada vez mais cidadãos em zonas não abrangidas pela Rede Elétrica Nacional, beneficiando comunidades, famílias e pequenos empreendimentos económicos locais, que de outra forma ver-se-iam excluídos dos benefícios advenientes do uso de energia elétrica”, disse a primeira-ministra, Maria Benvinda Levi.
A governante falava em Maputo, após conferir posse a Mety Gondola como presidente do Conselho de Administração do Funae, a quem lembrou que a energia é importante porque muda a vida dos cidadãos, permitindo elevar os níveis de escolaridade, além de assegurar o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras em melhores condições, através, sobretudo, da conservação de produtos perecíveis nos frigoríficos.
Levi disse que o Funae foi criado para capitalizar o elevado manancial que o país possui na geração de energias renováveis, que propicia condições para a aceleração e consolidação do processo de eletrificação nacional, bem como para tornar Moçambique num dos principais produtores de energia limpa.
Por isso, disse querer que o Funae se afirme como uma instituição cada vez mais estratégica na promoção de soluções sustentáveis, inclusivas e resilientes, garantindo a geração, acesso e uso de energia elétrica através de soluções fotovoltaicas, hídricas, eólicas e mini-redes.
“Até ao momento, os diversos programas e projetos de eletrificação implementados na Rede Elétrica Nacional e nos sistemas isolados permitiram que cerca de 65% da população moçambicana tivesse acesso à energia elétrica. A eletrificação com base em sistemas isolados, isto é, fora da Rede Elétrica Nacional é, e continuará a ser, fundamental para aumentar a capacidade de geração nacional”, disse a primeira-ministra.
Levi pediu à nova direção para materializar programas e ações que concorram para o alcance das metas de eletrificação das sedes dos Postos Administrativos previstas no Plano Quinquenal do Governo, até 2029, aprimorando igualmente os mecanismos de articulação e coordenação com os parceiros de desenvolvimento e o setor privado na mobilização de investimentos para expandir a rede.
Na mesma cerimónia, a primeira-ministra deu posse a Leonardo António Chavane e Nórgia Elsa Machava como diretor-geral e diretora-geral adjunta do Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), respetivamente, lembrando que esta instituição forma profissionais com base em princípios de ética, deontologia profissional e respeito pela vida humana, sendo, por isso, essencial que a nova direção garanta que o profissional formado continue a prestar bem o serviço.
Para a governante, o ISCISA está a consolidar-se como uma instituição especializada na formação em saúde, justificando com o aumento do número de cursos e especialidades e indicando que a meta é assegurar o rácio de profissionais de saúde para 10 mil habitantes.
“Recomendamos que consolidem e expandam as parcerias de cooperação, a nível nacional e internacional, promovendo a troca de conhecimento, mobilidade académica e investigação aplicada. Recomendamos, ainda, que aprimorem os mecanismos de articulação e coordenação institucional com o Ministério da Saúde para garantir que a formação esteja alinhada com as necessidades reais do Sistema Nacional de Saúde”, apelou Levi.
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