
Maputo, 14 mai 2026 (Lusa) — A primeira-ministra moçambicana exigiu hoje aos novos dirigentes de instituições estratégicas para o país que as tornem mais competitivas e viradas para o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, de forma a “lançar os alicerces para a tão almejada soberania económica”.
Benvinda Levi falava durante a nomeação dos novos Presidentes dos Conselhos de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e do Fundo de Fomento de Habitação (FFH), em Maputo, destacando que ocorrem num momento em que o país atravessa “reformas profunda” no setor empresarial e nas instituições da administração indireta do Estado.
A chefe do Governo disse esperar que, ao assumirem cargos de “elevada responsabilidade técnica e política”, os novos dirigentes coloquem ao serviço das instituições o seu “saber, dedicação, reputação e sentido de integridade”.
“Pretende-se, com estas medidas, tornar os setores estratégicos da nossa economia mais competitivos e virados para o desenvolvimento socioeconómico do nosso país, com o objetivo último de lançar os alicerces para a tão almejada soberania económica”, explicou.
A Danilo Nanla, novo PCA do IGEPE, a primeira-ministra exigiu medidas para a consolidação do processo de reestruturação, viabilização económica e rentabilização das empresas públicas e participadas pelo Estado, sobretudo no controlo do risco fiscal, sustentabilidade financeira e prevenção do sobre-endividamento.
Apelou ainda ao reforço das “boas práticas de governação corporativa, transparência, prestação de contas e controlo interno das empresas públicas e participadas, o que irá concorrer para a otimização da gestão da carteira de participações do Estado e aumento da geração de receitas de capital”.
À entrada em funções como presidente do Conselho de Administração da ENH, Rudêncio Morais foi desafiado a concentrar esforços nos grandes projetos da Bacia do Rovuma e nas iniciativas de monetização do gás no país, devendo assegurar o avanço consistente destas ações, para impulsionar o desenvolvimento industrial e reduzir a dependência nacional de produtos petrolíferos importados.
“Nesta fase peculiar da nossa história, o processo de exploração dos hidrocarbonetos, em particular o gás natural, requer um reposicionamento institucional para salvaguardar o interesse estratégico económico e energético nacional, assim como para maximizar os benefícios destes recursos para o desenvolvimento económico e social do país”, disse a governante, reiterando que essa missão exige liderança, visão estratégica, inovação e capacidade de execução.
para Levi, a ENH e o sector petrolífero nacional devem olhar para os desafios que o mundo e Moçambique enfrentam, em particular o contexto do conflito no Estreito de Ormuz, explorando as oportunidades que o mesmo traz ao país enquanto produtor de gás natural.
Ao novo PCA do FFH, Amorim Pery, a primeira-ministra moçambicana recomendou maior dinamismo na implementação de programas de urbanização, assim como o reforço da aproximação e articulação institucional com jovens e famílias que procuram acesso à habitação e terra infraestruturada.
“A habitação é uma das principais aspirações do povo moçambicano. Por isso, na nossa ação governativa, temos como prioridade garantir o acesso à terra urbanizada e à habitação condigna”, concluiu.
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