PJ não renova comissões de serviço dos diretores financeiro e de inovação

Lisboa, 04 nov 2026 (Lusa) — A Policia Judiciária (PJ) anunciou hoje que não foram renovadas as comissões de serviço dos diretores de Gestão Financeira e Patrimonial e de Inovação e Desenvolvimento.

A informação foi divulgada depois de a RTP ter noticiado o afastamento do diretor financeiro da PJ, Álvaro Pires, que estará envolvido no caso do atrelado apreendido num processo de tráfico de droga e que foi encontrado à guarda da empresa Construbarcelos, que fez obras na casa do ministro da Administração Interna.

Esta informação já tinha sido confirmada ao jornal Observador pelo próprio, que disse desconhecer os motivos da não renovação: “Tive conhecimento, mas não me foram transmitidos os motivos. Disseram que não era oportuna a renovação da comissão de serviço”.

Segundo a RTP, Álvaro Pires pediu entretanto para não continuar em funções.

Segundo a RTP, foi também Álvaro Pires quem deu ao atual diretor nacional, Carlos Cabreiro, informação errada sobre o custo da destruição do material apreendido pela PJ na operação.

A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna tinha contratado para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.

Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.

Uma semana depois da noticia ter sido divulgada, no dia 17 de julho, a PJ anunciou a abertura de um inquérito sobre o atrelado apreendido.

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