
Lisboa, 13 jul 2026 (Lusa) — A PolÃcia Judiciária (PJ) deteve dois homens por fraudes com cartões bancários e dados de pagamento que lhes permitiram lucrar em dois anos cerca de 100 mil euros, depois dissimulados com recurso a plataformas de jogo ‘online’.
Segundo o comunicado hoje divulgado pela PJ, a operação da Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica levou à detenção de dois suspeitos, de 38 e 40 anos, por “crimes de abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento; falsidade informática; aquisição de cartões ou outros dispositivos de pagamento obtidos mediante crime informático; acesso ilegÃtimo e branqueamento de capitais”.
Os suspeitos recorriam a ‘smishing’, um tipo de fraude em que se procura obter dados pessoais através de SMS fraudulentos, que neste caso foram enviados como se se tratasse de mensagens de bancos, as quais continham hiperligações para páginas fraudulentas que simulavam as plataformas legÃtimas das instituições financeiras.
“Acreditando tratar-se da página oficial do banco, as vÃtimas introduziam as suas credenciais de acesso para consultar as respetivas contas, sem saber que, ao fazê-lo, estavam igualmente a partilhá-las com terceiros”, explicou a PJ.
Para além dos dois detidos, o grupo contava com a participação de outras pessoas, que foram constituÃdas arguidas, embora a PJ não especifique de quantas pessoas se trata.
Depois de obtidos os dados de acesso à s contas, os detidos contactavam as vÃtimas por telefone, fazendo-se passar por colaboradores dos bancos e afirmando ter detetado movimentos de conta suspeitos, pedindo a sua validação e usando os códigos de autenticação legÃtimos enviados pela instituição verdadeira para os telemóveis das vÃtimas.
“Ultrapassados os mecanismos de dupla autenticação e na posse de todos os dados, realizavam operações de pagamento, compras ou transferências com recurso aos respetivos cartões bancários. Os valores obtidos eram, posteriormente, dispersos através de plataformas de jogo ‘online’, mediante a realização de apostas de baixo risco e subsequente transferência dos montantes para contas bancárias associadas a essas plataformas de jogo, dificultando, assim, a deteção da sua origem ilÃcita”, explicou ainda a PJ.
Os detidos vão ser presentes ao tribunal de instrução criminal de Loures na terça-feira para aplicação de medidas de coação.
O inquérito é da responsabilidade do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.
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