
Praia, 04 nov 2026 (Lusa) — A Polícia Judiciária de Cabo Verde anunciou hoje que as 20 pessoas detidas, na terça-feira, na capital do país, na operação Shark estão indiciadas por tráfico de estupefacientes de alto risco, entre outros crimes.
Os detidos, com idades entre 20 e 60 anos, “estão indiciados pela prática, em co-autoria, de crimes de tráfico de estupefacientes de alto risco, conversão, dissimulação e branqueamento de capitais, e associação criminosa, entre outros”, detalhou em comunicado.
Foram detidos 17 homens e três mulheres em diferentes bairros da capital.
Entre eles, “quatro são agentes da Polícia Nacional, cinco são guardas prisionais e um é alto dirigente da Administração Pública”, acrescentou a PJ.
Fonte da corporação já havia dito à Lusa que o dirigente é o diretor e presidente do conselho de administração do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na Praia, Odair Carvalho, nomeado pelo Governo, há dois meses, para o cargo.
Na sequência da operação, foram ainda apreendidas duas armas de fogo, munições e quantidades não divulgadas de canábis e cocaína, além de viaturas e equipamentos eletrónicos.
Todos os detidos, alguns dos quais já referenciados pelas autoridades e com condenações anteriores por crimes diversos, foram apresentados hoje às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial, aguardando-se a divulgação das medidas de coação.
A operação Shark já tinha levado a 12 detenções, em julho, relacionadas com uma alegada rede de tráfico de droga com ligações internacionais.
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