
Lima, 06 set 2026 (Lusa) – O Governo peruano declarou o estado de emergência em cinco prisões de alta segurança, como parte das suas medidas para “reforçar a segurança dos cidadãos”, noticiou hoje a imprensa internacional.
Esta medida significa, de acordo com a agência de notÃcias Europa Press, que a polÃcia manterá o controlo das prisões, mas com o apoio das Forças Armadas.
O decreto, aprovado pelo Governo da Presidente de direita Keiko Fujimori afeta as prisões de Challapalca, em Tacna, Cochamarca em Pasco, Miguel Castro Castro e Ancón I em Lima, e Trujillo Varones, em La Libertad.
A medida estará em vigor durante 60 dias e abrange um perÃmetro de até 200 metros em redor das prisões.
“Nesta área, os direitos à liberdade de circulação, de reunião e à segurança pessoal estão constitucionalmente suspensos”, afirmou o Governo num comunicado, acrescentando que “a PolÃcia Nacional, com o apoio das Forças Armadas, irá realizar ações para garantir a segurança do perÃmetro exterior, do espaço aéreo e do espetro eletromagnético imediato das prisões”.
“Estas operações incluem um controlo de acesso rigoroso e a recolha de informações para evitar fugas”, afirmou o Governo, anunciando ainda que haverá “operações permanentes” para confiscar telemóveis, cartões de telemóvel e armas que possam estar na posse dos reclusos.
O primeiro-ministro do Peru, Luis Galarreta, afirmou que “independentemente da espera pela aprovação do pedido de poderes especiais, o Governo nacional, através dos seus diversos setores, está a promover medidas contra a insegurança”.
“Estamos confiantes de que, com estes poderes, agiremos com mais força”, enfatizou Galarreta.
Keiko Fujomori assumiu o cargo de Presidente em julho, após o seu pai, Alberto Fujimori, ter governado o paÃs entre 1990 e 2000.
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