
Lisboa, 03 fev (Lusa) – O PCP e o BE esperam a vinculação permanente ao Estado de mais de 100 mil trabalhadores precários, em diversas áreas, a partir de outubro, após conhecerem o relatório de diagnóstico do Governo socialista sobre o assunto.
“O PCP reafirma o seu compromisso de defesa de que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um vínculo efetivo”, afirmou a deputada comunista Rita Rato, nos passos perdidos do parlamento, mesmo local onde o bloquista José Soeiro quis “valorizar a entrega, finalmente”, do documento, “pelo qual o BE se bateu muito”, sendo “um primeiro passo para um processo de integração que é urgente e visa restituir às pessoas que são precárias o reconhecimento da relação laboral e da proteção que lhe deve estar associada”.
A parlamentar do PCP referiu que a esmagadora maioria das situações acontecem em escolas, hospitais, universidades, balcões da Segurança Social e outros serviços públicos e considerou “inaceitável porque constitui um prejuízo para essas pessoas e para o funcionamento daqueles serviços”, acrescentando que o “último processo de regularização de vínculos precários aconteceu há 20 anos”.
